É incrível como a ausência de Henry desestruturou a conclusão das jogadas do Barcelona hoje, dia no qual a equipe catalã conseguiu uma épica classificação à final da Champions League empatando com o Chelsea por 1 a 1, em Londres. O gol foi marcado por Iniesta aos 48min do 2ºtempo, premiando o jogador que precisou se sacrificar em função da vocação tática ofensiva.
Guardiola sistematizou o Barça em um 4-4-2, sem referência na área. Eto'o abriu na esquerda, ocupando o lugar deixado por Henry, e Messi se manteve na ponta-direita. Mas o treinador optou por não escalar o terceiro atacante, modificando a estratégia.
O Barça acrescentou um "líbero" ao meio-campo. O time continuou com o triângulo do setor - Busquets de primeiro volante, Xavi na armação pela direita, e Keita na esquerda. E o talentoso Iniesta jogou sem posição fixa, aproximando-se do jogador com a posse de bola - ora na direita com Messi, ora na esquerda com Eto'o, ora pelo meio com Xavi e Keita. Não deu certo.
Durante todo o primeiro tempo, o Barcelona conseguiu repetir uma de suas principais virtudes - alcançou 70% de posse de bola. Mas controlou a partida entre-intermediárias, sem profundidade. Ou seja, a saída da figura centralizada fez a equipe abdicar de sua segunda principal virtude - a criação massiva de oportunidades e conclusões a gol.
No 2ºtempo, Guardiola redesenhou o 4-3-3. Ele centralizou Eto'o e improvisou Iniesta - aquele que já havia se sacrificado pelo novo sistema - como um atacante aberto na esquerda. Afinal, depois de toda a tradição criada desde a escola Cruyff -o Barça demonstra que não sabe jogar fora do 4-3-3. Mas, perdendo o jogo, e precisando do empate, o Barça começou a se desesperar batendo e voltando no paredão do Chelsea.
A estratégia de Guus Hiddink no Chelsea parecia ter obtido um sucesso irrecuperável. Ele bloqueou os lados, impedindo as diagonais e infiltrações dos atacantes, com as dobradinhas Cole-Malouda na esquerda, e Bosingwa-Anelka na direita. E manteve a marcação sob controle no meio-campo, trazendo o adversário para um setor "embolado" - apesar de não ter a posse de bola, não permitia ao Barça chutar a gol. No abafa, ele só permitiu ao adversário acertar o alvo uma vez. E não deve ter acreditado no que seus olhos insistiam em afirmar.
Segundo a estatística da partida, o Barça deu apenas um chute a gol. Aos 48min do 2ºtempo. Com Iniesta, em uma jogada toda "desorganizada" - Messi na esquerda, ele pelo centro. E o meia espanhol acertou um balaço.
O gol da classificação. Iniesta leva o Barcelona à final de Roma contra o Manchester recebendo do imponderável a recompensa pela aplicação tática.
quarta-feira, 6 de maio de 2009
MANCHESTER NA FINAL DA COPA DOS CAMPEOES
ACIMA SIR FERGUSON NOVAMENTE ABDICOU DO 4 4 2 BRITANICO ABANDONANDO AS DUAS LINHAS DE QUATRO, E DEIXANDO SEUS BONS ATACANTES NO BANCO. E DESSA FORMA ENFRENTOU O ARSENAL ENFRENTANDO O MESMO SISTEMA TATICO DO ADVERSARIO 4 5 1, COM DOIS VOLANTES E 3 MEIAS. NA FRENTE CRISTIANO RONALDO CENTRRALIZOU PARA PUXAR OS CONTRA ATAQUESHá pouco, tinha-se apenas uma certeza no futebol: entre todos os clubes do Mundo, o Manchester United de Sir Alex Ferguson é o que tem as menores chances de mudar a maneira de jogar. Caiu por terra esta afirmativa. Mais uma vez, o treinador do Manchester alterou a formação e a estratégia da equipe - e se deu bem.
O Manchester venceu o Arsenal por 3 a 1 utilizando o sistema tático do próprio adversário. Ferguson distribuiu a equipe no tradicional 4-5-1 de Arsene Wenger: meio-campo com dois volantes na primeira linha, e três meias na segunda (o 4-2-3-1, se preferirem) que faz sucesso no time londrino desde a campanha dos Invencíveis de Bergkamp.
Para "clonar" o sistema do Arsenal, Ferguson deixou no banco Tevez e Berbatov, adiantou Anderson e manteve a inversão entre Rooney e Cristiano Ronaldo. Após a linha defensiva (O'Shea, Ferdinand, Vidic e Evra); o Manchester teve dois volantes (Carrick e Fletcher); à frente deles, Anderson centralizado, organizando as jogadas e marcando a saída do Arsenal; e pouco mais adiantados, Rooney aberto na esquerda, e J.S Park na direita. Cristiano Ronaldo trabalhou como único atacante, movimentando-se pelos lados e explorando as costas da linha defensiva do Arsenal.
Esta estratégia já havia sido utilizada, em parte, por Ferguson na partida de ida das oitavas contra a Inter, em Milão. Mas naquela oportunidade, Giggs atuou na ligação - mais adiantado - enquanto hoje Anderson foi um armador com poucas atribuições ofensivas.Do outro lado, o Arsenal foi o mesmo de sempre. Wenger manteve o 4-5-1, com Fábregas e Song de volantes, o inoperante Nasri centralizado, Van Persie na esquerda e Walcott na direita, com Adebayor de único atacante.
Mas aí pesaram as carências do grupo, com poucas alternativas e jogadores abaixo do nível de exigência de uma semifinal da Liga dos Campeões.Com dois times fortes utilizando o mesmo sistema tático, o que foi determinante para que o Manchester batesse o Arsenal por 3 a 1, e em Londres?
A avassaladora diferença de qualidade entre os elencos. Cristiano Ronaldo encaixa-se melhor na função do que Adebayor, um homem que depende dos outros para concluir, enquanto o português tira coelhos da cartola sozinho. Rooney e Park também são mais efetivos que Van Persie e Walcott. E não dá nem para comparar Anderson com o Nasri, um jogador 3-I (inodoro, ineficiente e incolor).
O Manchester também foi melhor na marcação. A linha defensiva do time de Ferguson posiciona-se melhor e combate mais do que a do Arsenal. O time vencedor mudou um pouco seu sistema de marcação, que no 4-4-2 britânico é por zona, e hoje foi misto: os jogadores marcaram por função, mas sem acompanhar fora da zona. Exemplo: Rooney marcou Sagna, mas se o lateral do Arsenal fizesse um movimento diferente, não era mais trabalho do camisa 10 seguí-lo em outro setor.Anderson teve um papel importante. Pouco mais adiantado, ele centralizou a organização das saídas de jogo em velocidade.
O primeiro gol surgiu em lançamento dele para C.Ronaldo, que cruzou para o gol de Park. Sem a bola, Anderson marcou o volante que fazia a saída de jogo do Arsenal - ora Fábregas, ora Song - liberando Carrick ou Fletcher para sobrar. C.Ronaldo fez ainda o segundo gol em cobrança de falta, e o terceiro concluindo contra-ataque que ele puxou com Park e Rooney.
Não gosto das trocas de atacantes por meias, nem de espelhar sistemas táticos em função do adversário. Ferguson está arriscando demais com variações, substituições, e até algumas invenções. Mas tudo dá certo. E quando os resultados contrariam a tese, fiquemos com o resultado. O Manchester está na decisão, graças à alta qualidade do elenco, e à estrela de seu treinador.
segunda-feira, 27 de abril de 2009
CORINTHIANS E SUA FORMA DE JOGAR

Ontem assisti à repetição de um sistema interessante de marcação no Corinthians de Mano Menezes. Se com a bola a equipe atua no convencional 4-4-2 com meio-campo em quadrado, na marcação o Timão fecha em duas linhas, no ainda mais tradicional 4-4-2 britânico.
Com a posse, o Corinthians tinha Cristian como primeiro volante, mais à esquerda; Elias de segundo volante, pouco à direita; Morais na meia-esquerda; e Douglas centralizado na articulação. No ataque, Jorge Henrique aberto na direita, e Ronaldo também centralizado.
Sem a bola, o movimento é sincronizado os dois lados. Morais recuava, alinhando-se a Cristian; e na direita, quem descia era Jorge Henrique, completando a linha de meio-campo ao lado de Elias. Com isso, Mano Menezes permitia aos laterais entrar em combate direto com Madson e Neymar, deixando um zagueiro com Kléber Pereira, e outro sobrando.
Morais e Jorge Henrique entravam em combate direto com os laterais Luizinho e Triguinho, enquanto Cristian e Elias fechavam a frente da área, tirando os espaços das diagonais de Madson e Neymar, e também acabando com a movimentação de Paulo Henrique.
Só não participavam dessa formação defensiva Douglas e Ronaldo. Douglas para receber e organizar o contra-ataque, e Ronaldo para finalizar, como aconteceu nos dois gols que ele marcou.
No 2º tempo, Mano Menezes trocou Jorge Henrique por Fabinho, mas manteve a formação defensiva em duas linhas de quatro jogadores. Ele passou Elias para o lado direito, onde estava Jorge Henrique, colocando Fabinho ao lado de Cristian. O Santos, com os lados bloqueados, perdeu a infiltração em diagonal. E se viu forçado pelo Corinthians a apelar para o chuveirinho sem critério, não obtendo vantagem na bola aérea.
Esta estratégia deu certo, acredito, muito em função das características dos jogadores. Morais e Jorge Henrique aliam velocidade e capacidade física para movimentar-se nas duas táticas de grupo (marcação e saída de jogo), mantendo o fôlego e o comprometimento com muita disciplina tática. Tanto que Mano Menezes não exigiu o mesmo de Douglas, um jogador mais lento, preferindo Morais pelo lado esquerdo, e deixando o camisa 10 na organização dos contra-ataques.
AH.....Ronaldo e um capitulo a parte....dois gols com a perna esquerda!!!??? Sera que a atual Selecao brasileira tem um jogador com essas caracteristicas e qualidade ja pronto para uma Copa do Mundo!!?? Veremos.....................
sexta-feira, 24 de abril de 2009
Punicao para Maus Pagadores....essa onda tinha que pegar!!
Caros Amigos
Hoje resolvi escrever sobre um assunto que acho que deveria pegar nao so no Brasil...mas em todo mundo esportivo.
A Federação Inglesa (Football League) decretou o rebaixamento do Southampton à terceira divisão, aquela que tem o curioso nome de League One.
A FA decretou que o clube perderá dez pontos nesta ou próxima temporada, o que lhe for pior.
O clube foi punido porque a empresa proprietária do clube pediu concordata no início de abril. Os advogados do clube tentaram mostrar que se tratavam de empresas diferentes e contabilidades separadas, mas a Federação Inglesa concluiu exatamente o contrário.
O Southampton é o penúltimo colocado na segunda divisão (The Championship), a quatro pontos do último clube que vai se salvando, com duas rodadas para o fim.
Se conseguir se “salvar”, perderá dez pontos e será rebaixado. Se for rebaixado sem a punição, ela será aplicada na terceira divisão, o que poderá provocar nova queda.
A Inglaterra há algum tempo adotou o modelo francês de punição esportiva para clubes que não cuidam de sua saúde financeira. O principal objetivo é impedir que algum clube consiga uma vantagem esportiva indevida por meio de excessivo endividamento.
No anos 50, o Stade de Reims chegou a ser finalista da Copa dos Campeões. Quando se descobriu o rombo de suas contas, foi eliminado do futebol profissional e rebaixado à quinta divisão, amadora.
Embora longe de terem grande poderio econômico, os clubes franceses raramente aparecem nas listas de clubes em má situação financeira.
A última vez que o Southampton disputou a Premier League foi em 2004/05. Seu maior título é a Copa da Inglaterra de 1976.
quinta-feira, 23 de abril de 2009
ARAB C.V.- ليوناردو فيتورينو
ليوناردو فيتورينو
مدرب برازيلي (كرة قدم)
Sintrefut/RJ : 482
التعليم المهني (الاحترافي)
· التربية البدنية
دورات إضافيـة
· مدرب كرة قدم – أكاديمية كرة القدم البرازيلية
· مدرب كرة قدم – نقابة مدربين كرة القدم
· تمارين اللياقة البدنية –جامعة كاستيلو برانكو
· تمارين اللياقة البدنية – الجامعة الرياضية لا سييرا– أمريكا
· إدارة الرياضة – ينوبار
· الإسعافات الأولية – ريد كروس - أمريكا
الخبـرة الاحترافيـة
· نادي الغرافة الرياضي –قطر -المدرب الرئيسي للبراعم – بطل الدوري والكأس 2007/08
· نادي أمريكا الرياضي – البرازيل – المدرب الرئيسي U 23 – 2007
· • التيسير الأمريكية -- البرازيل -- المدير الفني للمنتخب U 23 -- 2007
· • استريلا أف سي دو نورتي ، وإسبيريتو سانتو (مدرب مساعد) -- البطل المطلق لل1 º الساق والثانية في بطولة كابيكسابا.
· • الولايات المتحدة الأمريكية وجامعة سييرا (المدرب) -- جامعة بطولة 2005 -- معظم بطولة قوية والشعبي في الولايات المتحدة.
· • سانتوس أف سي -- أنغولا ، أنغولا -- 2002/2003/2004 الموسم -- (مساعد في المحترفين المدرب والمدير الفني للمنتخب في ظل 23) من المشروع النموذجي رئيس نادي أنغولا
· • ترينيداد توباغو ه الفريق الوطني تحت 20 -- 2000 (مدرب مساعد) العمل مع خوليو سيزار ليال لإعداد لنهائيات كأس العالم في ترينيداد.
· • ترينيداد توباغو ه الفريق الوطني لعام 2000 (مدرب مساعد) ورينيه سيمويس في البرازيل.
· • الاب بوتافوغو -- جميع فئات عام 1998 إلى عام 2000 (المدرب)
· • الولايات المتحدة الفريق الوطني تحت 17 -1994 -- أستراليا
· • مدرب الفريق الوطني تحت 15 -- 1994 --
· • زيكو المدير الفني لكرة القدم في مركز مدينة بارانا (1997) -- المدير الفني للمنتخب
· • سيانورتي نادي الرياضة (1996) المرأة في الفئة الفنية -- رئيس مشارك
· • م أريال دو كابو (1993) -- المدير الفني للمنتخب
ليوناردو فيتورينو
مدرب برازيلي (كرة قدم)
· • مدير الرياضة في مدينة بارانا سيانورتي -- البرازيل
· • المنسق الرياضي في نادي رياضة جاميك لواندا -- أنغولا في هذا
· بطل المسابقات :
· • جامعة قطر 2007/2008
· • بطلة ثلاث مرات وتحت 20 من كأس ريو دي جانيرو (بوتافوغو الاب)
· • أربع مرات بطل تحت 17 من كأس البرازيل (بوتافوغو الاب)
· • بطل كأس الشمالية في مدينة بارانا (سيانورتي الأوروبي)
· • بطل كأس بارانا (سيانورتي الأوروبي)
· رئيسا :
· -- الجامعة الاتحادية في ريو دي جانيرو لكرة القدم بالطبع
· -- ريو دي جانيرو -- البرازيل
· -- البرازيلية أكاديمية لكرة القدم (فيفا فيليتيد والسيد جواو هافيلانج
· -- الرئيس العام) لكرة القدم ودورة الإدارة
· -- المدير الفني للمنتخب البرازيل لكرة القدم بين سينديكيت ريو دي جانيرو وريو دي جانيرو -- البرازيل
· -- كرة القدم مدرب مساعد ريو دي جانيرو وريو دي جانيرو -- البرازيل
· -- سييرا جامعة لوس انجليس -- الولايات المتحدة
Sintrefut/RJ : 482
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الخبـرة الاحترافيـة
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· • سانتوس أف سي -- أنغولا ، أنغولا -- 2002/2003/2004 الموسم -- (مساعد في المحترفين المدرب والمدير الفني للمنتخب في ظل 23) من المشروع النموذجي رئيس نادي أنغولا
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terça-feira, 21 de abril de 2009
SUCESSO DO 4 3 3 DO SANTOS
Venho comentar um assunto que tenho observado.
O futebol esta mudando e com isso novos treinadores tem aparecido no cenario nacional e internacional. Mas principalmente conquistando seu espaco.
Aproveito para falar do excelente trabalho de Wagner Mancini, que pegou um time em pedacos que era o Santos antes da Era Mancini.
O que pude notar? O Santos e um time que marca com a bola. Sim isso mesmo!
A equipe do Mancini joga no 4 3 3 , investindo na intensa movimentacao de 3 jogadores : Madson, Neymar e Paulo Henrique.
Os dois primeiros atuam no ataque, trocando de lado e procurando diagonais ou a linha de fundo. Ja o terceiro e o organizador da equipe,com passes de primeira , aproximacao para tabelas e boa visao de jogo.
Qual o melhor sistema de marcação? Por zona, individual, meia pressão, pressão, pressão alta ou misto? Se me permitem, eu arrisco a resposta. Nenhum destes. O melhor sistema de marcação é manter a posse de bola. É assim que joga o Santos de Vágner Mancini.O Santos é um dos poucos - talvez o único - grande clube brasileiro atuando no 4-3-3 hoje. E ao contrário do que os comentaristas pobres de recursos dizem, não é faceiro, nem irresponsável. Assisti na vitória de 2 a 1 sobre o Palmeiras fora de casa a um Santos organizado, disciplinado, forte na defesa e absolutamente imprevisível no ataque.
Vágner Mancini conta com dois atacantes de muita movimentação, velocidade e habilidade - Neymar e Madson - que jogam abertos pelos lados, e trocam constantemente de posição. Com isso, ora o destro Neymar busca a linha de fundo na direita, ou a diagonal na esquerda, ora o canhoto Madson faz o mesmo - linha de fundo na esquerda, diagonal na direita.
Ambos são abastecidos pelo talentoso meia Paulo Henrique, que joga centralizado uma linha atrás da dupla de atacantes, aproximando-se daquele que estiver com a bola para tabelas curtas e passes de primeira. O ataque é completado pelo centroavante Kléber Pereira, que participa das jogadas recuando para fazer o pivô, tabelar e girar. Eles - Neymar, Madson, P.Henrique e Kléber - formam na verdade um quarteto ofensivo.
Os laterais também apoiam. Luizinho sobe na direita, e Triguinho faz o mesmo na esquerda. Assim, o Santos sempre se apresenta com três jogadores em cada lado: Madson ou Neymar, Paulo Henrique e o lateral do setor. O primeiro volante cobre a direita, o segundo volante cobre a esquerda - e ambos se adiantam para pegar a segunda bola. Kléber Pereira e o outro atacante entram na área. O lateral do lado inverso fecha para compôr o meio-campo.
É desta forma que o Santos marca o adversário: jogando. Como eu repito insistentemente, time que tem a posse de bola sofre gol apenas se chutar contra o próprio goleiro. Com movimentação intensa, aproximações e diversas alternativas - três atacantes, um meia, dois volantes e dois laterais - o Santos varia as jogadas, troca passes e sempre conta com alguma opção diferente, enlouquecendo a marcação adversária.
Antes que algum comentarista que acha o 4-3-3 "faceiro" tenha um enfarto, sem a bola o Santos marca sim. E marca muito. A exemplo do Chelsea, que encaixa seus atacantes no lateral adversário, os atacantes do Santos voltam até onde for preciso para auxiliar no combate. Afinal, jogador de futebol que "não marca", como dizem por aí, precisa trocar de profissão. Madson e Neymar bloqueiam os lados, liberando os laterais para a cobertura. Os volantes recebem o apoio do meia à frente da área, guarnecidos pelos zagueiros. E até mesmo Kléber Pereira retorna. Todos prontos para disparar no contra-ataque.
Mas um dos principais legados para reflexão deste 4-3-3 do Santos é o sistema de marcação - agora me refiro à escolha sem a bola, não à valorização da posse. O Santos marca por setor. Não há combate individual. Assim o time não se abre. Vejamos: Neymar e Madson fecham os lados, alinhados com Paulo Henrique. Os volantes cobrem os laterais, quando há apoio, ou fecham a frente da área. Os laterais fecham o meio quando o lado atacado é o inverso. Saiu do meu setor? Agora é com o companheiro. Comparemos com o 3-5-2, pegando o exemplo do Grêmio de Celso Roth, que está fresco na nossa memória.
No 3-5-2, a marcação escolhida no Brasil é a individual, ou por função. Ala pega ala (ou o lateral), meias pegam volantes, volantes pegam meias, e zagueiros pegam atacantes. E dessa forma, o que acontece? O time fica refém do rival, e acaba facilmente se abrindo. Exemplos: no último Gre-Nal, Tcheco marcou Magrão, e Adilson pegou Guiñazu. Réver ficou em Andrezinho, Léo em Taison e Thiego em Nilmar. Souza encaixou em Kléber e Fábio Santos em Bolívar. A sobra não pega ninguém, só faz cobertura.
Resultado: quando Magrão e Guiñazu passavam pelos lados, levavam junto Tcheco e Adilson, abrindo a frente da área gremista e aumentando o campo entre meias e atacantes do adversário, o que dificultou a retomada em velocidade e matou os contra-ataques. Sem o apoio dos laterais colorados, Souza e Fábio Santos precisaram fazer o encaixe lá em cima, abrindo uma avenida às costas, de onde Taison partia com muito campo para cima de Léo - sem cobertura, pois Réver cuidava de Andrezinho. O Grêmio armou uma armadilha para ele mesmo, prendendo seus jogadores e abrindo espaços para o Inter jogar.
No 4-3-3, o Santos marca jogando, trocando passes, alternando jogadas e atacando; e também marca sem a bola, compactando a equipe e combatendo o adversário por setor. É claro que Vágner Mancini conta com um grupo apropriado para isto - é preciso jogadores com velocidade e comprometimento, como fazem Madson e Neymar. Mas esta é sua maior virtude: aplicar na equipe um sistema tático e uma estratégia adequados às características do elenco.
Ao contrario do que muitos imaginam, estamos no mundo arabe, mas atualizadissimos com relacao ao futebol .
Ate a proxima!!
quinta-feira, 16 de abril de 2009
Hibernian Fc, estrategia e Planejamento

O Hibernian Football Club é um dos clubes da Escócia com aspirações a conquistar o lugar de 3º maior clube do país. Foi também nos últimos meses um dos clubes mais ativos no que diz respeito à assinatura de novos contratos, numa tentativa por parte dos seus dirigentes em assegurar um futuro financeiro mais estável.
No passado mês o Hibernian e o F&C Investments assinaram um contrato de patrocínio do clube com a duração de uma temporada. A F&C Investments é uma das marcas financeiras mais proeminentes do Reino Unido, que encontrou no Hibernian o parceiro ideal para aumentar a visibilidade da sua marca através do futebol.
No mesmo mês o clube Escocês assinou outro contrato de patrocínio com a McEwen, desta vez para as camisas do clube. Embora não tendo sido revelado o valor do negócio, o novo contrato com a duração de 2 anos poderá significar uma receita significativa para o clube. Estima-se que este contrato supera o contrato de longa duração que o clube mantém com a Whyte & Mackay, que gera ao Hibernian cerca de 1,3 milhões de Euros por ano.
Continuando na série de novos contratos e renovações, já este mês o Hibernian FC renovou o acordo de fornecimento de equipamentos com a marca Francesa Le Coq Sportif por mais uma temporada. Com esta renovação o clube e a marca completam uma ligação de 10 anos.
O Hibernian FC surge-nos como um bom exemplo de estratégia e planejamento a curto prazo. A importância de primeiro atingir a estabilidade financeira, para de seguida conseguir resultados, é uma estratégia que raras vezes é aplicada por clubes de pequena e média dimensão. Os acordos de médio e curto prazo com diversos patrocinadores, podem ser uma solução viável para clubes como o Hibernian, não hipotecando os seus activos em longos contratos que naturalmente ao fim de poucos anos pecam pela não atualização do seu valor.
Como podemos ver....o futebol nao e so dos Clubes da Barclays League. Sao muitos clubes no mundo com trabalho serio e de verdade.
Ate a proxima
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