sexta-feira, 26 de junho de 2009

Mocambique, Terra de Progresso











Em plena Copa das Confederacoes, recebo o convite de conhecer Maputo, capital de Mocambique.




Com duas opcoes : Carro ou Aviao, me deparo com a duvida de como ir. De aviao 1 hora, de carro 6 horas e meia. Optei pela segunda para poder conhecer e passar em frente ao famoso Krugar Park ( Local turistico onde se realizam Safaris ).




Pude ver a beleza do interior da Africa do Sul e os contrastes de Mocambique.




Em Maputo pude ver uma semelhanca muito grande com Angola. Praias lindas, litoral maravilhoso, mas o Centro com muita gente , engarrafamentos constantes e a famosa venda de produtos no chão.




A Noite , o encontro com o Ministro dos Esportes, que me falou de todo Esporte, competicoes e de Selecao em Mocambique. A veracidade das informacoes foram confirmadas, nas visitas que fiz durante o dia. Pude conhecer o Estadio Nacional que atualmente e utilizado pela Selecao Nacional nos jogos e a contrucao do Estadio Novo que Mocambique , que terá capacidade para 45 mil pessoas e será finalizado a construcao em fim de 2010.




Pude ver, alem disso o jogo da Selecao de Futsal de Mocambique , que estava se preparando para uma Competicao no Brasil , onde terá na sua chave só pedreira : Republica Tcheca, Brasil e Peru.




Vai ser dificil.




Na volta , no dia seguinte a viagem transcorreu bem.....mas ao chegar na fronteira , nos lembramos que era feriado nacional....Todos Mocambicanos iam rumo a Africa do Sul para ver o jogo do Brasil e tambem ao Kruggar Park....foram 2 horas para atravessar a fronteira.








Mas foi muito legal, a paisagem faz voce esquecer disso tudo.








A noite, Brasil x Africa do Sul........Brasil 1 a 0 gol de Daniel Alves......Brasil de novo na final.!!








Amanha tem mais...........

segunda-feira, 22 de junho de 2009

CHOCOLATE BRASILEIRO











Hoje tive o prazer de acompanhar o chocolate brasileiro, com direito a 3 gols contra a Italia.








Foi um show, pois com 15 minutos o brasil ja tinha perdido 3 chances claras de gol.








Ao lado de Amigos daqui da Africa e Italianos da Federacao de futebol , foi melhor ainda pois eles estavam encantados com o futebol brasileiro. O Brasil deu um baile de verdade....enquanto a Italia jogava com seu 4 4 2 a lá Europa totalmente mecanizado e so jogando no erro do Brasil, nossa Selecao nao errava e ainda partia para cima jogando entre os espacos deixados pela linha Italiana.




Dunga surpreendeu com Ramirez e Maycon e acertou. Competicao de curta duracao tem que ter um time versatil.




Feliz com a saida da Italia e mais ainda com a Eliminacao do Egito, pois aturar egipcio falando que foi ate semi final de Copa das Confederacoes ia ser chato.








As fotos estao ai....curtam.

sábado, 20 de junho de 2009

Sangue Africano











Esta sendo de arrepiar esta passagem pela Africa do Sul......o mundo do futebol esta aqui!




Todas as pessoa que mandam e trabalham no futebol internacional estao ja observando como sao os estadios, transportes e organizacao.




Hoje pude na parte da manhã estar no hotel da Selecao e Almocar por lá....nenhum torcedor...mas a imprensa do mundo esta lá.




Na parte da tarde , visita ao Parque do Leoes...lugar lindo ....alem de ter o contato com os felinos, pudemos entrar de carro e passar entre os animais na Reserva......




A grata surpresa foi estar com o Presidente da Federacao de Futebol da Africa do Sul....pessoa educadíssima e simpatico alem da conta!!




A noite : Espanha x Africa do Sul.....veremos...minha torcida logico é por Joel.








Amanha grande dia: Brasil x Italia

AFRICA DO SUL


Alo Pessoal..

Acabo de chegar a Africa do Sul...Surpreendente!!

O pais me surprendeu positivamente me termos de organizacao, limpeza e beleza.

Podemos dizer que a Europa da Africa esta preparada para Copa do Mundo.

Aeroportos preparados, funcionarios bem treinados...tudo para receber e acolher qualquer um .

Estou num bairro muito bonito em Johannesburg, me sentindo na Europa...podendo ver o verde e sentir aquele gostoso friozinho depois de sair do Qatar com 46 graus!!

Em breve postarei mais fotos....

Abraco a todos...e ate a proxima!

quinta-feira, 28 de maio de 2009

BARCELONA DÁ SHOW NA FINAL DA CHAMPIONS LEAGUE




Embora o futebol seja um esporte onde estatísticas estão vulneráveis à ação do imponderável, hoje a final da Liga dos Campeões demonstrou a consequência mais lógica do confronto entre uma equipe que tem vontade de vencer, contra outra que não quer deixar o adversário vencer. Nem sempre esta lógica prevalescerá, mas em Roma a equação foi matemática. A vontade de vencer se sobrepõe ao medo de perder. Deu Barcelona, pelo bem do futebol! Louvado seja o 4-3-3 catalão.



Guardiola foi genial ao desmontar o sistema defensivo do Manchester United com apenas um movimento: a inversão de posições entre Messi e Eto'o. O Barcelona se manteve em seu histórico 4-3-3 da escola Cruyff, com estratégia voltada à manutenção da posse de bola e às triangulações. E acrescentou à sua característica uma alternativa tática que esculhambou com as pretenções defensivistas do time inglês.



Messi tem maior mobilidade do que Eto'o. E Guardiola decidiu que venceria a partida pelo meio. Como? Atuando entre as duas linhas britânicas. Mesmo que as linhas estivessem compactas na teoria (o que não aconteceu na prática), o treinador do Barça apostou tudo na vulnerabilidade do espaço entre elas. Por ali, Messi movimentou-se em recuo, aproximando-se dos meias Iniesta e Xavi.



Messi, no recuo centralizado entre as duas linhas do Manchester, indefiniu a marcação inglesa. Ele estava distante o suficiente para que Vidic desistisse de marcá-lo no sistema de zona com pressão sobre a bola; e também estava às costas de Carrick, orientado a combater quem entrasse em sua zona pela frente - Iniesta era o alvo. Se Vidic avançasse, Messi ou Eto'o cairiam às suas costas. E se Carrick recuasse, Iniesta teria espaço para a avançar. Touché!



Apesar do mau início, tenso, o Barça equilibrou-se a partir do gol de Eto'o, aos 10min: o time catalão valoriza a posse de bola e a mantém sob controle com aproximações em triângulo. Tendo o resultado a favor desde cedo, então, o time espanhol intensificou o domínio do meio-campo, a troca de passes, as variações pelos lados e pelo meio, e a paciência à procura das melhores infiltrações explorando a indefinição da marcação sobre Messi.



Mas Guardiola teve um excelente auxiliar-técnico: Sir Alex Ferguson. O treinador do Manchester United parece ter sido orientado a trabalhar pelo Barcelona. Como se previa, ele deu prosseguimento ao 4-4-1-1 com vocação defensivista, e estratégia de especular contra-ataques rápidos. Sistema prejudicial agravado pelas inversões de posicionamento, e pelas predileções pessoais do treinador.



Ferguson tem três atacantes de área - Rooney, Berbatov e Tevez. Não começou o jogo com nenhum. Berbatov e Tevez seguiram no banco, e Rooney manteve-se na asa-esquerda da segunda linha. Ferguson tem o melhor winger do mundo - Cristiano Ronaldo. Pois decidiu seguir com o português como único atacante, centralizado e refém de zagueiros. Ninguém conseguiria explicar ainda porque J.S Park é titular.



Se a ideia era jogar para conter o Barcelona, mesmo que em detrimento das próprias virtudes, Ferguson deveria ter optado pelo 4-1-4-1. Com Scholes no lugar de Giggs, ou de Anderson. Com um jogador entre as duas linhas, e não à frente da segunda linha, Ferguson poderia ocupar o espaço onde Messi comandou a partida, e evitar que o Barcelona jogasse às costas do seu meio-campo. Com Scholes entre as linhas, o Manchester definiria a marcação que foi absolutamente envolvida pelas triangulações centralizadas, planejadas por Guardiola, e bem executadas pelos atletas.



Em um time superior taticamente, as virtudes dos jogadores - que já são craques - são valorizadas. Messi, Iniesta e Xavi foram perfeitos. Mas o Barça teve outros destaques: Piqué, imbatível na defesa. Busquets foi seguro, assim como o improvisado Touré na zaga. Puyol, de lateral, além de exercer marcação implacável, ainda ficou distante do próprio gol, onde costuma deixar furo, e foi bem.



Já em um time mal escalado, e taticamente equivocado, as qualidades dos jogadores - mesmo que craques - se esvaem. Cristiano Ronaldo começou bem, mas se apagou. Rooney, Evra, Anderson...todos os expoentes técnicos do Manchester naufragaram.



Para encerrar a linha de raciocínio. Vejam a ironia do destino: Ferguson se esforçou em apenas anular as virtudes do adversário, mas acabou matando as qualidades do próprio time. Venceu quem jogou para vencer. Guardiola deu uma aula, inclusive a treinadores brasileiros que costumam seguir a filosofia do "primeiro não deixar jogar, para quem sabe - se der - tentar um golzinho numa cobrança de escanteio".



Deu Barcelona, reitero, pelo bem do futebol!

quarta-feira, 6 de maio de 2009

BARCELONA NA FINAL DA CHAMPIONS LEAGUE TAMBEM

É incrível como a ausência de Henry desestruturou a conclusão das jogadas do Barcelona hoje, dia no qual a equipe catalã conseguiu uma épica classificação à final da Champions League empatando com o Chelsea por 1 a 1, em Londres. O gol foi marcado por Iniesta aos 48min do 2ºtempo, premiando o jogador que precisou se sacrificar em função da vocação tática ofensiva.
Guardiola sistematizou o Barça em um 4-4-2, sem referência na área. Eto'o abriu na esquerda, ocupando o lugar deixado por Henry, e Messi se manteve na ponta-direita. Mas o treinador optou por não escalar o terceiro atacante, modificando a estratégia.


O Barça acrescentou um "líbero" ao meio-campo. O time continuou com o triângulo do setor - Busquets de primeiro volante, Xavi na armação pela direita, e Keita na esquerda. E o talentoso Iniesta jogou sem posição fixa, aproximando-se do jogador com a posse de bola - ora na direita com Messi, ora na esquerda com Eto'o, ora pelo meio com Xavi e Keita. Não deu certo.


Durante todo o primeiro tempo, o Barcelona conseguiu repetir uma de suas principais virtudes - alcançou 70% de posse de bola. Mas controlou a partida entre-intermediárias, sem profundidade. Ou seja, a saída da figura centralizada fez a equipe abdicar de sua segunda principal virtude - a criação massiva de oportunidades e conclusões a gol.


No 2ºtempo, Guardiola redesenhou o 4-3-3. Ele centralizou Eto'o e improvisou Iniesta - aquele que já havia se sacrificado pelo novo sistema - como um atacante aberto na esquerda. Afinal, depois de toda a tradição criada desde a escola Cruyff -o Barça demonstra que não sabe jogar fora do 4-3-3. Mas, perdendo o jogo, e precisando do empate, o Barça começou a se desesperar batendo e voltando no paredão do Chelsea.


A estratégia de Guus Hiddink no Chelsea parecia ter obtido um sucesso irrecuperável. Ele bloqueou os lados, impedindo as diagonais e infiltrações dos atacantes, com as dobradinhas Cole-Malouda na esquerda, e Bosingwa-Anelka na direita. E manteve a marcação sob controle no meio-campo, trazendo o adversário para um setor "embolado" - apesar de não ter a posse de bola, não permitia ao Barça chutar a gol. No abafa, ele só permitiu ao adversário acertar o alvo uma vez. E não deve ter acreditado no que seus olhos insistiam em afirmar.


Segundo a estatística da partida, o Barça deu apenas um chute a gol. Aos 48min do 2ºtempo. Com Iniesta, em uma jogada toda "desorganizada" - Messi na esquerda, ele pelo centro. E o meia espanhol acertou um balaço.

O gol da classificação. Iniesta leva o Barcelona à final de Roma contra o Manchester recebendo do imponderável a recompensa pela aplicação tática.

MANCHESTER NA FINAL DA COPA DOS CAMPEOES

ACIMA SIR FERGUSON NOVAMENTE ABDICOU DO 4 4 2 BRITANICO ABANDONANDO AS DUAS LINHAS DE QUATRO, E DEIXANDO SEUS BONS ATACANTES NO BANCO. E DESSA FORMA ENFRENTOU O ARSENAL ENFRENTANDO O MESMO SISTEMA TATICO DO ADVERSARIO 4 5 1, COM DOIS VOLANTES E 3 MEIAS. NA FRENTE CRISTIANO RONALDO CENTRRALIZOU PARA PUXAR OS CONTRA ATAQUES



Há pouco, tinha-se apenas uma certeza no futebol: entre todos os clubes do Mundo, o Manchester United de Sir Alex Ferguson é o que tem as menores chances de mudar a maneira de jogar. Caiu por terra esta afirmativa. Mais uma vez, o treinador do Manchester alterou a formação e a estratégia da equipe - e se deu bem.


O Manchester venceu o Arsenal por 3 a 1 utilizando o sistema tático do próprio adversário. Ferguson distribuiu a equipe no tradicional 4-5-1 de Arsene Wenger: meio-campo com dois volantes na primeira linha, e três meias na segunda (o 4-2-3-1, se preferirem) que faz sucesso no time londrino desde a campanha dos Invencíveis de Bergkamp.


Para "clonar" o sistema do Arsenal, Ferguson deixou no banco Tevez e Berbatov, adiantou Anderson e manteve a inversão entre Rooney e Cristiano Ronaldo. Após a linha defensiva (O'Shea, Ferdinand, Vidic e Evra); o Manchester teve dois volantes (Carrick e Fletcher); à frente deles, Anderson centralizado, organizando as jogadas e marcando a saída do Arsenal; e pouco mais adiantados, Rooney aberto na esquerda, e J.S Park na direita. Cristiano Ronaldo trabalhou como único atacante, movimentando-se pelos lados e explorando as costas da linha defensiva do Arsenal.


Esta estratégia já havia sido utilizada, em parte, por Ferguson na partida de ida das oitavas contra a Inter, em Milão. Mas naquela oportunidade, Giggs atuou na ligação - mais adiantado - enquanto hoje Anderson foi um armador com poucas atribuições ofensivas.Do outro lado, o Arsenal foi o mesmo de sempre. Wenger manteve o 4-5-1, com Fábregas e Song de volantes, o inoperante Nasri centralizado, Van Persie na esquerda e Walcott na direita, com Adebayor de único atacante.


Mas aí pesaram as carências do grupo, com poucas alternativas e jogadores abaixo do nível de exigência de uma semifinal da Liga dos Campeões.Com dois times fortes utilizando o mesmo sistema tático, o que foi determinante para que o Manchester batesse o Arsenal por 3 a 1, e em Londres?


A avassaladora diferença de qualidade entre os elencos. Cristiano Ronaldo encaixa-se melhor na função do que Adebayor, um homem que depende dos outros para concluir, enquanto o português tira coelhos da cartola sozinho. Rooney e Park também são mais efetivos que Van Persie e Walcott. E não dá nem para comparar Anderson com o Nasri, um jogador 3-I (inodoro, ineficiente e incolor).


O Manchester também foi melhor na marcação. A linha defensiva do time de Ferguson posiciona-se melhor e combate mais do que a do Arsenal. O time vencedor mudou um pouco seu sistema de marcação, que no 4-4-2 britânico é por zona, e hoje foi misto: os jogadores marcaram por função, mas sem acompanhar fora da zona. Exemplo: Rooney marcou Sagna, mas se o lateral do Arsenal fizesse um movimento diferente, não era mais trabalho do camisa 10 seguí-lo em outro setor.Anderson teve um papel importante. Pouco mais adiantado, ele centralizou a organização das saídas de jogo em velocidade.


O primeiro gol surgiu em lançamento dele para C.Ronaldo, que cruzou para o gol de Park. Sem a bola, Anderson marcou o volante que fazia a saída de jogo do Arsenal - ora Fábregas, ora Song - liberando Carrick ou Fletcher para sobrar. C.Ronaldo fez ainda o segundo gol em cobrança de falta, e o terceiro concluindo contra-ataque que ele puxou com Park e Rooney.


Não gosto das trocas de atacantes por meias, nem de espelhar sistemas táticos em função do adversário. Ferguson está arriscando demais com variações, substituições, e até algumas invenções. Mas tudo dá certo. E quando os resultados contrariam a tese, fiquemos com o resultado. O Manchester está na decisão, graças à alta qualidade do elenco, e à estrela de seu treinador.