Hoje no Futebol , o objetivo principal de toda categoria de base, principalmente no Brasil 'e a formacao do atleta como um todo, visando, alem dos aspecos direcionados ao futebol propriamente dito, as questoes que envolvem disciplina, educacao,cultura, familia e outras que alem de grande atleta , o tornem um cidadao.
Quando se fala em Base, logo surjem os questionamentos : Quantos foram para o Profissional? Quantos tem sido revelados na ultima temporada? etc...
O processo de formacao nao pode nem deve estar ligado tao somente as Conquistas de Campeonatos, pois ele envolve mais do que isso. Mas um dos focos do trabalho logico deve ser formar equipes vencedoras, com espirito guerreiro na busca pelos titulos. O Objetivo e formar craques para o futuro e melhor ainda se forem geracoes campeas.
Sao poucos os Cubes que tem uma metodologia aplicada, coordenadores atuantes e capacitados e treinadores aptos para atuar nas diversas faixas etarias em um escola de futebol.
Os Clubes nao possuem uma metodologia, uma filosofia de trabalho sistematizada. Assim cada treinador que assume o comando ( Sub15, 17 , 20 e 23), aplica a metodologia que melhor lhe parece, em busca primordialmente de titulos e nao da formacao ( ja que a conquista de titulos vai sustentar seu emprego). Para isso, busca novos jogadores ( em sua maioria atletas maturados e fortes) dispensando aqueles que ja faziam parte de seu elenco.
Muitos Clubes a base ainda e vista como cabide de empregos, ja que "profissionais " nao qualificados assumem cargos tecnicos por estes nao serem considerados tao importantes, bastando ser amigo ou parente de quem esta comandando.
Ouvi de um amigo uma vez, uma coisa absurda de que a rotatividade na base e algo que se assemelha muito ao Profissional , mas como nao tem os olhos da imprensa as mudancas sao grandes devido aos resultados nao obtidos em 1 ou 2 meses.
Definitivamente , o que e certo afirmar e que poucos clubes no Brasil posssuem uma metodologia aplicada, coordenadores atuantes ( e capacitados) e treinadores aptos para atuar nas diversas faixas etarias. Infelizmente, muitos treinadores da base, quando ex jogadores, repetem o que fizeram ha 10, 20, 30 anos, com a justificativa de que no passado era assim. Mais do que isso, ao inves de tentar justificar e embasar seus respectivos treinamentos, preocupam- se em " contar causos" e estorias de suas epocas, para jovens atletas que carecem de novos aprendizados e muitas vezes sequer conhecem o personagem citado.
Esta evidente que a profissionalismo e o conhecimento podem mudar esta realidade, ja que e comum treinadores da base afirmando que determinado jogador " so sabe chutar com uma perna"; " nao sabe fazer o movimento correto para o cabeceio" ou "que e muito lento" .
A pergunta que fica e : O que o treinador esta fazendo para mudar isso? Ainda vou mais longe :Sera que o gesto tecnico esteotipado e o mais importante para este processo de formacao? Ou as competencias essenciais agregadas a tomada de decisao e leitura do jogo sao preponderantes? Talvez determinado atleta seja lento em um teste fisico de velocidade na fotocelula, mas sua inteligencia para o jogo possibilita que se torne veloz. Sera que o treinador esta atento a isso? Provavelmente nao...
quinta-feira, 18 de agosto de 2011
terça-feira, 16 de agosto de 2011
segunda-feira, 15 de agosto de 2011
Futebol Brasileiro Esta Ficando Mais Lento
Apesar do Futebol Brasileiro ser considerado o Melhor do Mundo e continuar sendo ums dos que mais cede jogadores e treinadores de futebol para o Mundo, o tempo em que os jogadores ficam com a bola no pe e velocidade de seus jogadores tem diminuido.
Vejam abaixo algumas explicacoes :
Vejam abaixo algumas explicacoes :
Jogadores quando a tem nos pés, parecem não perceber o tempo passar. Ficam com ela uma eternidade que as vezes dura 1, as vezes até 3 segundos (podem acreditar 1 segundo no futebol é sim muito tempo – quanto mais 3).
É inacreditável o que uma equipe pode fazer sob o ponto de vista organizacional em 3 segundos.
É quase incalculável como as dificuldades aumentam para a tomada de decisão, conforme mais tempo é gasto para isso. Ficar com a bola é uma coisa quase incorporada no jogar brasileiro. O mais “cruel” disso é que para vencer o jogo, uma equipe precisa se livrar dela (claro, arrematar ao gol significa “se livrar” da bola – e quanto mais arremates ao gol, mais chances de vencer o jogo).
Alguém pode me dizer, que o FC Barcelona é uma equipe vencedora, e que na maciça maioria das vezes tem mais posse de bola que seus adversários.
Isso é verdade, mas não se enganem pela aparente essência da informação.
O fato de a equipe ficar mais tempo com a bola não significa que seus jogadores fiquem muito tempo com ela quando a recebem – pelo contrário, é uma das equipes que têm os jogadores que mais rapidamente se livram dela (passando).
O fato de a equipe ficar mais tempo com a bola não significa que seus jogadores fiquem muito tempo com ela quando a recebem – pelo contrário, é uma das equipes que têm os jogadores que mais rapidamente se livram dela (passando).
E esse talvez seja o fato que exatamente propicie ao FC Barcelona ter mais posse de bola que seus adversários (como roubar a bola de jogadores que quase não ficam com ela?).
Outra questão importante, é que podem também finalizar muitas vezes no jogo, se livrando da bola, mas recuperando-a rapidamente.
Fico um pouco preocupado, porque se não nos importarmos com a velocidade do jogo (nós brasileiros), em um futuro não muito distante estaremos sendo ultrapassados – e se pensarmos que nas categorias de base a cultura segue no mesmo ritmo, logo seremos atropelados.
Alguém ainda pode dizer que no final das contas o que importa é o talento criativo do jogador brasileiro. Concordo. E é isso que ainda nos sustenta (mas não por muito tempo).
Porém, por que não, talento criativo com velocidade? A velocidade na tomada de decisão e na ação, não se opõe à construção e desenvolvimento do talento criativo. Muito pelo contrário.
O problema, é que enquanto no próprio FC Barcelona (por exemplo), estão formando hábeis e rápidos jogadores criativos – o que já repercute na seleção espanhola – no Brasil parecemos estar pouco preocupados com a tal velocidade de jogo.
E aí, espero que um dia, isso não repercuta em um futebol de tartarugas.
sexta-feira, 12 de agosto de 2011
MERCADO CHINES - O NOVO ELDORADO
Surge um novo mercado no futebol e o Brasil já sente os primeiros sinais de sua força. Trata-se da China, que recentemente tirou o jogador Conca do Fluminense por 10 milhões de dólares e ainda garantiu um salário gigantesco ao jogador.
Um importante passo para essa total profissionalização e força da China no futebol, veio com o acordo com a Dalian Wanda, empresa chinesa do setor imobiliário, que por 53 milhões de euros fará um importante investimento no futebol do país.
Dentre os objetivos, destacam-se: melhora na infra-estrutura dos estádios, desenvolvimento das categorias de base, intercâmbios de treinadores e dirigentes com mercados já consolidados, como o europeu, além de um treinador top para a seleção nacional.
Por lá já jogam brasileiros conhecidos, como Muriqui, Renato Cajá, Obina e agora Adriano Michael Jackson, ex-Palmeiras. Claro que é tudo muito recente, novos aportes chegam ao país e o mercado brasileiro é um dos objetivos. Reconhecidamente, não somos um mercado caro e aliado com a imagem de melhor futebol do mundo, naturalmente nos tornamos foco chinês.
LIGA CHINESA DE FUTEBOL SERÁ EXIBIDA NOS EUA
A liga chinesa de futebol fechou nesta semana um importante acordo de mídia. A competição terá partidas exibidas para o mercado dos Estados Unidos ainda neste ano, como fruto de uma parceria com uma emissora de Dallas.
A responsável pela transmissão será a One World Sports, que exibirá um jogo da liga chinesa por semana. Detalhes financeiros do acordo entre o canal e a Associação de Futebol da China não foram revelados.
A One World Sports, emissora que integra o grupo One Media, tem investido fortemente no futebol asiático. Antes de fechar com o certame chinês, o canal havia atingido acordos com os torneios nacionais de Coréia do Sul e Japão e com a Liga dos Campeões da Ásia.
A emissora adquiriu direitos da liga chinesa para TV, banda larga e telefonia móvel. O acordo é válido apenas para a atual temporada.
QUAIS SÃO OS JOGADORES MAIS BEM PAGOS DO MUNDO?
1. Cristiano Ronaldo, atacante português do Real Madrid, €12 milhões por ano; 2. Wayne Rooney, atacante inglês do Manchester United, €11,5 milhões; 3. Lionel Messi, atacante argentino do Barcelona, €11 milhões; 4. Yaya Touré, volante marfinês do Manchester City, €10,8 milhões;
5. Dario Conca, armador argentino do Guangzhou Evergrande, €10,5 milhões. Reparam que o Conca receberá mais do que Eto’o, Ibra, Kaká, Drogba, Lampard,
Iniesta, Xavi, Xabi e outros craques de primeira linha da Europa?
GUANGZHOU FOOTBALL TEAM
Fundado em 1954 com o nome de Guangzhou Football Team, o nouveau riche freqüentou as duas divisões da Superliga da China sem jamais conquistar o título principal.
Em 2009, foi rebaixado por fraude em jogos da temporada de 2006.
Paradoxalmente, num momento ruim, ganhou a sorte grande do futebol ao ser comprado pelo conglomerado financeiro e de construção civil Evergrande Real State Group, que o devolveu, em outubro de 2010, à divisão principal.
De lá pra cá, os investimentos têm sido maciços. Muriqui foi um dos contratados. Cleo, um paranaense de Guarapuava, também foi contratado.
Agora, acontece esta fantástica incorporação de Conca que receberá R$52 milhões por dois anos de contrato.
A próxima meta “Chelsea da Ásia” é aumentar o público do time, de 50 mil pra 60 mil por jogo, a capacidade de seu Tianhe Stadium.
Aviso aos navegantes: A China a curto prazo vai balançar o futebol brasileiro, pois o clube Evergrande vai contratar os melhores jogadores e já tem proposta para 2012, para Montillo, Fábio, Wallyson todos do Cruzeiro.
A grana não discute e não aceita desaforos. Quando a China chama na chincha, não tem escapatória.
QUEM ESTÁ INVESTINDO NA CHINA
Por outro lado, grandes clubes europeus investem em sua imagem no mercado asiático. O Real Madrid, por exemplo, fará dois amistosos em sua pré temporada na China, contra o Guangzhou Evergrande e o Tianjin Teda, nos dias 3 e 6 de agosto.
O Standard Chartered, principal patrocinador do Liverpool, está bancando a excursão do clube pela Ásia, para amistosos na China e Malásia (Arsenal também). O banco visa executivo e empresários asiáticos, uma vez que três quartos do seu lucro provêm da Ásia. Dos 1.700 escritórios e agências que o banco possui, 90 estão na Ásia.
O Outro exemplo ocorreu em Portugal. Um dos candidatos (vencido) a presidência do Sporting chegou a colocar como promessa a contratação de um jogador chinês para a equipe, com o único objetivo fortalecer a imagem do clube no mercado asiático. Fato já seguido por clubes como Manchester United e Bayern.
Em um mercado que se nota a grande evolução, em transferências, organização, com total apoio do governo, não é de se espantar que o primeiro objetivo futebolístico deles seja o mercado sul-americano e em contra-partida, se tornem alvo dos europeus.
A medida que a economia cresce, o esporte também crescerá. A China caminha para ter o principal torneio de futebol do continente, batendo a J-League (Japão).
Com a crescente chegada de jogadores internacionais, que auxiliam diretamente no desenvolvimento do esporte, a modalidade rapidamente será alvo de grandes clubes do mundo.
Por enquanto, o objetivo da Europa é o dinheiro que os aficionados fãs de futebol chineses podem gerar, com o retorno através de amistosos e pré-temporada.
Essa história já aconteceu com o Everton, da Inglaterra. O tradicional clube inglês estava no buraco em 2001. Suas dívidas alcançavam US$ 6 milhões e o patrocinador, T-
Mobile, havia desistido de investir no time. Foi aí que apareceu a China Kejian Corp., empresa de telefonia celular.
A Kejian queria investir no Everton, mas em contrapartida pedia ao clube a contratação de um jogador chinês. Os ingleses desconfiaram de que não seria um bom negócio. Mas, sem dinheiro, não tiveram alternativa diante da insistência da Kejian. Depois da Copa de 2002, o Everton comprou Li Tie e Li Weifeng, os dois da Seleção da China. Contrato fechado com os atletas, a empresa depositou US$ 3,3 milhões de patrocínio por dois anos na conta do clube.
Patrocinado pela Kejian e com um "craque" da Seleção Chinesa no time, o Everton virou moda na China. Empresas inglesas, de olho no mercado chinês, compraram espaços publicitários no estádio do clube inglês. As placas foram escritas em chinês para atrair a atenção dos milhões de telespectadores chineses que acompanham os jogos do Everton pela televisão.
Os clubes alemães de futebol também miram para o mercado asiático.
Karl-Heinz Rummenigge, presidente do Bayern de Munique, comentou que a saída para a crise na Alemanha está no continente asiático.
"A Ásia é o único mercado economicamente lucrativo. A América do Sul não é interessante. Apesar do Mundial de 94, nos Estados Unidos, o futebol não desperta interesse e da África não se pode esperar nada."
Rummenigge adiantou que o projeto do Bayern começa no Japão, passa pela Coréia do Sul até desembocar na China.
Não temos de inventar nada. A Inglaterra foi o primeiro país a descobrir a Ásia para o futebol europeu. Em seguida, foram os espanhóis e italianos. E a Bundesliga também tem de estar presente."
Os clubes brasileiros, por enquanto, apenas exportam jogadores e treinadores para a China. Nenhum dirigente teve a lucidez de fazer o caminho inverso.
Enquanto isso, outro mercado já é bem visto pelos grandes da Europa, ainda que silenciosamente.
sábado, 6 de agosto de 2011
Borussia Dortmund - Campeao Renovado
Não é fácil vencer a Bundesliga quando se concorre com um Bayern de Munique. Para chegar lá, enquanto o Wolfsburg (campeão em 2008-09) turbinou seu elenco com a grana da VW, a receita que transformou o Borussia Dortmund no novo campeão alemão foi totalmente oposta, valorizando jogadores jovens e ascendentes. Foi assim que, de forma irretocável, o Dortmund venceu seu sétimo título nacional - o primeiro desde 2002.
A chegada de Jürgen Klöpp
Sem dinheiro para contratar grandes reforços, a solução foi confiar em garotos promissores formados no próprio clube ou vindos sem alarde de outros times. Em sua primeira temporada à frente do campeão europeu de 1997, um sexto lugar - avanço significativo em relação ao medíocre 13º conquistado no ano anterior. Em 2009-10, o Dortmund subiu uma posição e terminou em quinto. A evolução desenhava quadros promissores ao time para as próximas temporadas, mas um título ainda não era esperado.
Campanha brilhante
A campanha começou mal, com derrota em casa: 0-2 para o Bayer Leverkusen, em 22 de agosto. Nos 15 jogos seguintes, porém, um número impressionante: 15 vitórias e um empate. O segundo revés só viria mais de três meses após a estréia, contra o Eintracht Frankfurt, no mês de dezembro. Num primeiro turno perfeito, o Dortmund conquistou 43 dos 51 pontos em jogo na primeira metade do campeonato, mantendo um aproveitamento fantástico.
Com média de idade inferior a 23 anos, o time voava. Com exceção do goleiro e capitão Weindenfeller (30 anos) e dos "veteranos" Lukasz Piszczek e Lucas Barrios (25 e 26 anos, respectivamente), todo o restante da equipe base titular nascera, no máximo, em 1988. Até mesmo o volante Kehl e o lateral Dedê, ídolos da torcida e antigos capitães do clube, foram preteridos por jovens. No segundo turno, embora a produção tenha caído em relação ao primeiro, o Dortmund pode comemorar a conquista, maiúscula e incontestável, com duas rodadas de antecipação.
O 4-2-3-1 mortal
Em campo, Klopp implantou um 4-2-3-1que juntava três meias rápidos e habilidosos como Götze, Kagawa e Grosskreutz numa mesma linha, alimentando o centroavante paraguaio Barrios. A trinca foi peça fundamental no desempenho ofensivo do Dortmund, rendendo velocidade e imaginação ao time.
Shinji Kagawa, aliás, foi uma das surpresas da Bundesliga. Oriundo do Cerezo Osaka, chegou discretamente ao futebol europeu após ter sido preterido pelo treinador Takeshi Okada, que não o convocou para a Copa do Mundo. Em sua primeira temporada na Alemanha, era esperado que o meia de 21 anos encontrasse seu espaço aos poucos. Porém, se firmou como titular logo no início do campeonato. Após fazer um primeiro turno irrepreensível, acabou se lesionando. Mesmo assim, terminou a liga com oito gols marcados, sendo um dos vice-artilheiros do time.
Dividindo a vice-artilharia com o nipônico, Kevin Grosskreutz e Robert Lewandowski. Grosskreutz, meia e atacante de 1.87m, foi outro que fez excelente temporada. O bom desempenho rendeu ao nativo de Dortmund suas primeiras convocações à seleção alemã. Já o polonês Lewandowski chegou do Lech Pozan para ser, na maioria das vezes, um reserva de luxo para qualquer um dos quatro titulares ofensivos. Mesmo assim, terminou o campeonato com 33 jogos (iniciando dez deles). Foi importante ao substituir Kagawa, quando o lesionado japonês desfalcou o time por todo o segundo turno.
Melhor defesa da Bundesliga
Observando o desempenho ofensivo de seus meias e o esquema tático utilizado, pode-se ter a falsa sensação de que o Borussia Dortmund 2010-11 era um time defensivamente frágil. Ledo engano. A consistência defensiva da equipe se traduz em números: melhor defesa, com 22 gols sofridos em 34 jogos (média de 0.65 por partida). Para se ter uma idéia da eficiência defensiva amarela e preta, o Mainz, dono da segunda retaguarda menos vazada, sofreu 39 gols.
A dupla de zaga, formada pelos gigantes Mats Hummels (nascido em 1988) e Neven Subotic (sérvio, da mesma idade), foi um colosso. Hummels, desprezado pelo Bayern de Munique, deixou para trás seu passado de zagueiro desengonçado e inseguro para ser, de longe, o melhor defensor do campeonato. Foi ainda eficiente no ataque, balançando as redes cinco vezes.
Na esquerda da defesa, Marcel Schmelzer não deu a menor chance para a concorrência do veterano brasileiro Dedê, uma bandeira do clube. Schmelzer foi o único do elenco campeão a atuar em todas as 34 partidas da Bundesliga (nem Weindenfeller conseguiu) e sua regularidade na marcação e no apoio lhe credenciam como o melhor lateral esquerdo alemão da atualidade.
No centro do meio de campo, dois jogadores representam bem o equilíbrio defesa/ataque dos novos donos do título: Sven Bender e Nuri Sahin. Bender chegou ao clube em 2009, vindo do 1860 Munique. No entanto, foi na temporada recém-terminada que o volante se firmou como titular, ganhando a disputa com o capitão Kehl. Cão de guarda da defesa, esteve em 31 partidas e é outro que começa a ganhar espaço nas listas de Joachim Low.
Nuri Sahin merece um parágrafo todo seu. Nas mãos de Klöpp, o turco nascido na Alemanha finalmente explodiu e foi o jogador que todos esperavam desde quando subiu aos profissionais, em 2005, e foi o jogador mais jovem da história a atuar na Bundesliga. Volante canhoto e de vocação ofensiva, Sahin foi o termômetro do Dortmund, iniciando as jogadas ofensivas com maestria e ainda marcando belíssimos gols de falta. Com justiça, foi eleito o craque do campeonato. Vendido ao Real Madrid, deverá evoluir ainda mais sob a batuta de José Mourinho, que é fã de seu futebol.
Balanço final e futuro
O saldo final da campanha foi de 23 vitórias, 6 empates e 5 derrotas. Foi o time que mais ganhou e menos perdeu. Os 67 gols marcados transformaram o ataque preto e amarelo no segundo mais positivo da temporada, enquanto a defesa foi a menos vazada, conforme já citado.
Na próxima temporada, as coisas devem endurecer para o Borussia Dortmund. Os rivais estão se reforçando, haverá Liga dos Campeões no calendário, pesará o status de time a ser batido sobre os jogadores, entre outros testes de um novo campeão. Até onde os garotos de Jürgen Klopp chegarão juntos, é impossível de se prever. Mas que eles já escreveram uma página brilhante na história de um dos maiores clubes da Alemanha, é fato.
Ficha técnica:
Clube/seleção: Borussia Dortmund
Treinador: Jürgen Klopp
Competição: Campeonato Alemão
Ano: 2010-11
Escalação: Roman Weidenfeller; Lukasz Piszczek, Neven Subotic, Mats Hummels, Marcel Schmelzer; Sven Bender, Nuri Sahin; Mario Götze, Shinji Kagawa (Robert Lewandowski), Kevin Grosskreutz; Lucas Barrios
Escalação: Roman Weidenfeller; Lukasz Piszczek, Neven Subotic, Mats Hummels, Marcel Schmelzer; Sven Bender, Nuri Sahin; Mario Götze, Shinji Kagawa (Robert Lewandowski), Kevin Grosskreutz; Lucas Barrios
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